Com o auditório do Porto das Barcas lotado o 2º Salão do Livro de Parnaíba teve início em tom de elegância, fineza e muito bom gosto cultural, sobretudo, pelas suas atrações.
Quem foi à abertura do SALIPA teve vários motivos para ficar emocionado. Na entrada da praça de eventos do Porto das Barcas, principal cartão postal da cidade, a centenária banda de música municipal fazia seu show com repertório de Roberto Carlos. Nos estandes muitos jovens lendo sinopses e apreciando livros. A recepção no auditório Governador Freitas Neto, era feita por um grupo de chorinho que arrancava aplausos dos participantes ao fim de cada música. E emocionaram ainda mais quando executaram o hino da Parnaíba em ritmo de samba. O cerimonial presidido por Helder Souza iniciou suas palavras com poesia e finalizou da mesma forma. Nos discursos de abertura o mais empolgante foi do prefeito José Hamilton que recebeu calorosos aplausos após noticiar a liberação de mil cheques para alunos da rede pública de ensino poderem adquirir livros, uma espécie de vale cultura.
Cineas Santos fez a apresentação do palestrante da noite e, com a maior empolgação possível, debulhou a miúde a produção literária e musical de Salgado Maranhão, a quem chamou de “meu irmãozinho”. Salgado é poeta maranhense de família pobre que fez sua carreira estudantil em Teresina, seguindo depois para o Rio de Janeiro onde cursou comunicação social e consagrou-se como um dos mais renomados poetas brasileiro. Detentor de dois prêmios Jabuti, com diversos livros lançados, participação em eventos internacionais, obras cobradas em vestibulares de todo o país e representante brasileiro em diversas feiras e salões no mundo inteiro.
Salgado falou do tema a construção de um poeta numa casa sem livros onde contou toda sua trajetória de vida enfocando que, tornou-se um grande poeta, em retribuição ao que a leitura fez em sua vida. “Naquela época em Teresina não havia atrações turísticas, passeios, internet, televisão. Só me restou o livro. E foi o livro, a leitura quem me salvou, sobretudo, Camões e Fernando Pessoa”, disse o orador. Em meio ao seu discurso, declamação de inúmeras poesias de sua autoria feitas tanto por Cineas quanto pelo poeta maranhense. A palestra finalizou com a exibição de uma das músicas, cuja letra, é de autoria de Salgado Maranhão. Já a primeira noite do salão continuou com a apresentação da banda Bezouros da Silva, na praça de eventos do Porto das Barcas. Fonte:Samuel Aguiar
Fotos: jorge Alves

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