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| Governador tem reunido comitê de crise para dialogar efeitos da greve dos caminhoneiros no Piauí (Foto: Moura Alves/O Dia) |
Em meio a greve dos caminhoneiros e a crise de abastecimento em todo país, muito se discute a respeito da tributação sobre os combustíveis, o que não é diferente no Piauí. Para o governador Wellington Dias (PT), mesmo disposto a colaborar ao enfrentamento da situação, o único capaz de solucionar o problema é o governo federal.
“O governo do estado vai tratar com os demais estados, pois sempre nos colocamos a disposição para ajudar. O objetivo é reduzir o preço de combustível, e isso dependia de quem? Apenas de um lado do governo federal, ou da Petrobras ou do Presidente da República, o estado ou os municípios não têm nenhum controle sobre esse preço”, afirmou o governador.
Já na tribuna da Assembleia Legislativa (ALEPI), os deputados de oposição aproveitaram para criticar o percentual cobrado pelo governo do Estado no valor do combustível. Robert Rios (DEM), líder da oposição na Casa, citou o aumento do ICMS sobre combustíveis, que valerá a partir de janeiro de 2019, e será de 31%.
Segundo o parlamentar, o governo do Piauí não fez nenhum movimento para reduzir o ICMS sobre os combustíveis, defendendo que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), retirada pelo Governo Federal sobre gasolina, etanol e diesel como forma de baixar o preço nas bombas, seja mantida.
“A nível federal o governo já atendeu às demandas reivindicadas pela categoria. Mas e no Piauí?”, indagou o deputado.
O governador, no entanto, afirmou que a alíquota cobrada no estado não atinge os percentuais alarmados pelos oposicionistas, já que o óleo diesel não foi tratado quando dos reajustes do ICMS aprovados no ano passado, e acusou a oposição de fins eleitoreiros. “Entendo que há toda uma busca de aproveitamento político, eu lamento mas eu quero seguir centrado naquilo que é essencial, trabalhar para proteger o interesse maior da população”, concluiu.
Breno Cavalcante - Jornal O Dia

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